a unicidade regente, você em tudo


Faça um experimento: é bem possível que, se você não ficar brigando com a sua mente por ela estar sempre envolvida com o passado e com o futuro, ela se interesse pelo que está acontecendo no tempo presente.

De repente ela fica entediada pelo passado e procura saber o que está acontecendo neste momento. De repente ela se ocupa em notar  que você respirando, vendo, ouvindo… Afinal, existem flores em todos os lugares, você só não olha para elas porque está confuso com um gigante mal entendido.

Sempre tem algo interessante acontecendo. Só não fica interessante porque a mente se apóia nesse constante estado comparativo. Ela está sempre comparando, pré julgando.

Não proponho, de nenhuma maneira, a interrupção dessa comparação. Pois, o mero fato de saber, de se dar conta, faz com que ela não tenha mais força. E, sem força, sem a regência do tempo, ela não tem como impor a infelicidade no momento presente.

Existe a necessidade de uma investigação precisa, muito mais objetiva que qualquer outro momento já nos tenha proposto. Tudo aquilo que você pensa a respeito de si mesmo e do mundo deve ser verticalmente investigado.

Somente quando você notar a si mesmo como Consciência, uma pequena chama terá se acendido. E esta virá a ser a base de qualquer reflexão, de qualquer relacionamento entre você e todos os objetos, em unicidade. É entre você e você mesmo.

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