aqui, no não-lugar, ninguém…

Hoje trago uma pergunta: Como é que você discorda de alguém? Que instrumento usa? Do quê está discordando exatamente?

Você está discordando daquilo que acredita ser o que o outro pensa. E, na verdade, o que está implícito é que você concorda piamente com o que você acredita. Partindo desse patamar, você compara, mas tudo isso é mente. De verdade, tanto o que você acredita quanto o que o outro defende é totalmente insignificante e, melhor dizendo, inexistente.

Em ignorância, as pessoas que estão dormindo a respeito da Realidade, crêem que muito importa aquilo que acreditam. Eis a diferença sutil e avassaladora entre estar dormindo e acordar para quem você é – aquele que desperta sabe que de nada importa aquilo que acredita. Aliás, antes mesmo de saber isso, despertar engendra justamente em realizar que não tem “alguém” que acredite ou discorde do que quer que seja.

Isso é “iluminação”, um “iluminado” habita um “lugar” onde “você” não pode ir, porque esse lugar não existe e “ninguém” pode habitá-lo. Portanto, todo o seu empreendimento deve estar em não existir. Não há onde chegar, nem quem o faça. Este “lugar” não está lá, ele está acessível precisamente, incontestavelmente e incondicionalmente aqui.

Onde quer que seja que você almeja chegar, está localizado em algum outro lugar que não é aqui. Dê-se conta que você já está aqui – por que quer chegar lá? Pensando em “como deveria ser” a sua realização, você a perde. Abandone todos os conceitos a respeito da busca e veja que você se encontra exatamente aqui, agora – onde todo o acúmulo de conhecimento fica completamente sem aplicação.

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