deslocalização do imaginado e o des-mundo silencio sem contrário


A proposta é radical, ela contraría todo o concebido até hoje. E não tem meio termo: ou você acredita nos seus pensamentos ou você não acredita. Se você acredita nos seus pensamentos, sinto dizer, mas não temos como ir em frente. Se você não acredita, podemos conversar.

No momento em que você questiona a veracidade dos pensamentos, há expansão, des-localidadedes-localização, silenciamento. Todo o sofrimento é gerado pelas descrições e cada descrição traz em si uma história. De nenhuma maneira fomos educados a cultivar o silenciamento – muito pelo contrário.

Despir-se de qualquer argumento, portanto, é fundamental. Qualquer coisa que defina, dará um limite. Aqui, rompemos com a linguagem e adentramos no mistério. Precisamos entrar em um outro nível de encontro. O que estou dizendo, embora possa ser rotulado como mais uma descrição, chamo a sua atenção para a possibilidade de que se trate do não-dizer, de uma não-descrição.

Você me pergunta “Como?” e eu te digo que não seguir os pensamentos é desconfiar deles, é não lhes dar crédito. Note que sempre que você se prende a uma descrição você está dando crédito a um pensamento. E esse pensamento procria e abre as portas para uma série de outros pensamentos. Tudo fruto de um equívoco.

A saída é rebobinar, voltar ao pensamento original, onde tudo começou e ver que você está servindo a um engano. Nada precisa ser feito, apenas dê-se conta. O mundo é uma construção mental, fora da mente não tem nenhum mundo. E é neste “ambiente” que mora a Verdade, a Consciência que você é. O silencio sem contrário, não-dois.

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