dura lex, sed latex e o golpe baixo da gravata que sufoca


Existe uma inversão de valores que tem sido extremamente perversa para a humanidade. Trata-se de uma distorção, uma patologia, um profundo problema mental. E, como diz Krishnamurti, “Não é sinal de sanidade adaptar-se a uma sociedade doentia”. É patético!
 
Esse que você pensa que é, de acordo com a sociedade, tem que ter alguma coisa, tem que possuir para ser valorizado. Se você for “ninguém”, você é um vagabundo e não merece respeito. Ou seja, é preciso entrar no jogo, num pacto com a inconsciência.
 
Se você tem trinta anos e ainda não fez um filho, pode se preparar para a cobrança. É difícil não fazer o que a sociedade te diz, o que dita essa sociedade doentia e maluca. 
 
Já pensou você não torcer nem para o Inter, nem para o Grêmio, nem para o Flamengo, nem para o Botafogo, nem para o São Paulo, nem para o Corinthians? Toda e qualquer torcida traz em si um subconsciente de conflito, uma ideologia. E é isso o que a sociedade promove: você precisa ter conflito com alguma coisa, tem que levantar uma bandeira, senão você não é alguém na vida, você não se posiciona. Tem que ter uma bandeira. E, com isso, o seu filhinho recém-nascido já carrega a bandeirinha do Flamengo em sua camisetinha. Não é estúpido? 
 
O detalhe é que se você é Flamengo, você exclui o Botafogo. Se instala a divisão e com ela a exclusão e o medo. Você mora numa porcaria de uma casa, cercada por cercas elétricas, para que não roubem as suas preciosas xícaras Duralex.
 
Enquanto você for o que o mundo, a mente, quer que você seja, você não pode ser você. Noventa e nove por cento das pessoas não fariam o que fazem, exerceriam suas funções, se tivessem plena consciência de quem são. Essa mudança basta!
*dura lex, sed latex: a lei é dura para uns, para outros estica…

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