Qual foi o ensinamento mais importante para sua vida que você recebeu do mestre Osho?
Um verdadeiro mestre não ensina, não possui ensinamento da forma como compreendemos. Estar com um mestre não é uma busca de mais conhecimentos para si, na verdade é desprender-se do que foi aprendido para viver de forma leve. Então, nesse sentido, o que aprendi com Osho foi a ser eu mesmo, vazio de conteúdo, silencioso. E, finalmente, que aquilo que eu pensava ser, não é o que sou. O ser é impensável.
Por que você decidiu chamar-se de “amor pela Verdade” [significado de Satyaprem]?
Acho engraçada a pergunta. Como falamos antes, quando você está com um mestre, entrega suas decisões e isso não é muito fácil de compreender. Por isso, não julgue antecipadamente. Chamar-me “amor pela Verdade”, portanto, foi um presente do mistério da existência, através do mestre, sem seriedade, para reconhecer-me além do corpo e da mente.
Qual é a sua definição particular a respeito da Verdade?
A Verdade é indefinível. Por isso, é universal. Todos que chegam até ela silenciam-se em irmandade amorosa. A Verdade é amor.
Você diz que a Verdade está dentro de cada um, porém como é perceptível? Como pode-se reconhecer alguém que está em contato com a Verdade?
A Verdade está com todos, dentro de todos, em tudo. É difícil compreendê-la, porque a menos que alguém a reconheça em si mesmo, não a pode ver em nenhum outro lugar. Porém, algumas flechas podem atingir o alvo, e as mais simples são quando você está ao lado de alguém que incorpora a Verdade – você se sente aceito, relaxado e em paz. A partir daí, passa a ver aquilo que está além das formas. Pode-se dizer que a Verdade aparece em tudo o que você olha, sente ou pensa.
Fragmento de entrevista para EL PAÍS – Colômbia, agosto de 2013.




