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Uma forte tempestade e o verão vivo

Quando um anseio surge, verifique: isso lhe pertence? Isso é você? Ou se trata de uma condição prévia? Quando ocorre um sentimento, pare e veja: esse sentimento é seu mesmo? Quando consegue observar as condições, você relaxa. Porque as condições são temporárias, são estações climáticas.

Ao mínimo instante, você se percebe num inverno emocional; uma forte tempestade emocional toma conta do seu momento. Wait. O que vem depois da tempestade? Então espere um pouco, não se mova e veja que logo aquilo passa.

Depois do inverno, vem a primavera. E, logo, o verão. Não para. Se você percebe que as coisas não param é porque você está parado, observando. Pois enquanto você se move e as coisas se movem também, é como se tudo estivesse parado, estagnado. Você entende? Vê?

Você só pode ver o movimento dos objetos – acontecimentos, pensamentos, sensações, emoções… – se estiver quieto. Tudo se move e você está parado, assistindo ao movimento. O corpo inspira e expira, inexoravelmente. Algo vem, algo vai… sono ocorre, e você observa. Insônia ocorre, e você observa, da mesma maneira. Tristeza, alegria… Tudo vem e vai e você simplesmente observa.

Na superfície, as mudanças ocorrem e não param. E quanto mais para dentro você se move, mais pode perceber as mudanças a partir de um certo distanciamento. Essa nova percepção há de causar estranhamento – a você e aos seus próximos. Mas não faça nada com isso. Surpreenda-se: “Eu não me reconheço mais”. Yes! Isso é muito bom. É muito bom não se reconhecer. Reconhecer-se todos os dias é prejudicial à saúde, significa que você está morto. O Silêncio é sempre novo, fresco. Vivo!