À medida que você descobre que não há saída, diante de tal frustração, começa a nascer, pela primeira vez, a possibilidade de se dar conta de que o tratamento que você está dando à busca é equivocado. E então surge a possibilidade de compreender que aquilo que você busca é aquele que está buscando.
Devo repetir? Aquele que busca é o que está sendo buscado.
Eu insisto: mente é ruído! Você tem que abrir o seu coração para o fato de que sua mente só gera ruído. Ruído que causa um sofrimento interminável.
Sempre que diz sim à sua mente, você entra numa ilusão completa. Quando diz sim à sua mente, você começa a buscar a solução de um problema que não existe. Mas ela crê que existe; ela coloca para você que existe e você diz: “É mesmo! Tenho que resolver isso, não posso mais viver assim. A minha vida tem que mudar”. Mas, em primeiro lugar, por que a sua vida está “assim”? Assim como? Ver isso é fundamental.
Se você ouve essas palavras com o coração, começa a se dar conta de que movimento é natural à mente. Mente é movimento. E para encontrar-se, a mente tem que estar quieta. Como não dá para ir direto da mente para o ser, em tese, proponho que pare no meio do caminho: no coração. Ouça com o coração. E você talvez comece a desvendar este mistério que existe em torno do fato de que aquilo que você está buscando é aquele que está buscando. Aquilo que está sendo buscado é aquele que está buscando.
Onde está aquele que está buscando? Lá?
A palavra busca, para a mente, engendra uma distância objetiva entre duas coisas – alguém busca algo. Mas se você atravessa os paredões da mente, descobre que o que você está buscando já está aqui. E aí começa a surgir, pela primeira vez, o entendimento de que para realizar a busca tem que haver um parar, um aquietar-se.
Não há lugar para a sua mente nisso. Para simplificar a questão, simplesmente não dê ouvidos ao que quer que a mente diga. Ouça, mas não dê ouvidos.




